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Limiar

Limiar - Filme documental
Limiar (2015) – Filme documental

 

No âmbito do segundo ano do Curso de Cinema e Televisão da Escola de Tecnologias, Inovação e Criação, e das unidades curriculares Investigação de Tema Específico para Produção de Média Criativos e Documentário, respectivamente leccionados pelos Professores Doutores Vanda Maria Gonçalves de Sousa e José Filipe Moreira da Costa, os alunos Bárbara Miranda, João Xavier e Pedro Gonçalves irão mostrar o seu filme sobre o Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos dia 5 de Junho, pelas 12:30, no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa.

Sinopse

Um retrato íntimo sobre o Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos, construído por pessoas que se reúnem três vezes por semana para criarem um objecto artístico comum. Este olhar, exterior e interior, de lugar, corpo e silêncio, atravessa e entrecruza momentos e movimentos únicos. Limiar é a memória de um encontro. Limiar é o nosso próprio encontro.

“Father and Sons” de Wang Bing

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“Father and Sons” (2014) – Wang Bing

São  89 minutos de cinema documental absolutamente extraordinário. Vencedor do Grande Prémio da Cidade de Lisboa para a melhor longa metragem na competição internacional, no Festival Doc Lisboa 2015, “Father and Sons” de Wang Bing propõe-nos uma viagem ao interior de um abrigo, levantado em pleno coração da construção de um enorme empreendimento habitacional. O abrigo tem uma só cama, uma só porta, sem janela. Dois filhos, um pai e  três cães. A perder de vista, o empreendimento em construção. Desde logo, a comparação: a China que se agiganta, a China que se esconde.

Despido de uma casa, o abrigo tem a electricidade de que toma posse ao gigantesco complexo. A electricidade que permite ter a televisão ligada. A eletricidade que permite carregar sucessivamente os telemóveis. Os telemóveis com os jogos e mensagens que preenchem a vida de um dos filhos, como se a tecnologia tivesse tomado conta dos afectos.

Wang Bing propõe-nos uma viagem ao interior do lugar onde a vontade deixou de existir. Os afectos foram esquecidos e deixam-se embalar ao som do barulho de fundo da televisão que não nos é mostrada. São 89 minutos de cinema documental que nos dizem que se pode viver absolutamente sem vida.

Escreve-se o que se pensa, o que se fala, o que fica por dizer, o que não se quer esquecer… O que se quer partilhar!

Vinda de Filosofia, com passagem pelo guião, pelos Estudos de Cultura.
Gosto por Cinema. Gosto pelos livros. Gosto pelas viagens. Gosto pelos seres humanos (alguns).
Chegada a uma encruzilhada. Vinda de Virginia Woolf. Vinda do filme The Hours.
Apaixonada por Humanísticas Digitais. Obcecada com o Facebook, com a Identidade e com a Segurança.
Acredito na Hiper-modernidade porque a vejo. Não sei se concordo. Não sei se gosto. Não sei se a quero.
É disso que se vai escrever aqui.